Chegou dezembro, o mundo gira e se enfeita,
as luzes dançam e o cansaço espreita;
o ano termina, mas a vida insiste em dizer
que todo fim é só um novo jeito de viver.
Velhas promessas em roupa de esperança,
a gente jura mudar — como quem dança;
mas no fundo sabe: o tempo é um espelho
devolve o que somos, sem brilho no conselho.
Família reunida, mesa cheia, ritual sagrado,
repete-se a cena, e no coração se escreve
entre risos, memórias e um gole exagerado:
dezembro outra vez, que ano cagado!
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